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Esquizofrenia – Conheça a melhor forma de tratar esta condição

esquizofreniaO tratamento da esquizofrenia é destinado a diminuir a atividade dopaminérgica no cérebro, ou seja, o fluxo do neurotransmissor conhecido como “dopamina“– designadamente nas áreas do cérebro pertencentes ao sistema límbico e o núcleo nigroestriado.

Por que diminuir a atividade dopaminérgica no cérebro? Através da diminuição da dopamina reduz-se as funções motoras, com as quais se consegue, tranquilizar o paciente. Lembre-se que o sistema límbico é o encarregado de regular as respostas fisiológicas, portanto, ao regular a secreção de dopamina, se regula a hiperatividade dopaminérgica característica da esquizofrenia.

Por outro lado, foi relacionado o neurotransmissor chamado serotonina no transtorno esquizofrênico, já que exerce uma função de modulação sobre as vias cinco anos mais tarde. Assim, muitos antipsicóticos, além de bloquear os receptores de dopamina, também atuam como agonistas ou antagonistas de vários receptores serotonérgicos.

terapiasOs medicamentos utilizados para o tratamento de esquizofrenia, que podemos dividir em:

  • Antipsicóticos típicos ou clássicos.
  • Antipsicóticos atípicos.
  • Antipsicoticóticos típicos

Cabe destacar que o protótipo dos antipsicóticos típicos são a clorpromazina, que –apesar de ser o primeiro a ter sido desenvolvido, continua a ser muito utilizado. Agora, no que diz respeito as drogas nesta categoria, estes somente são eficazes contra os sintomas positivos da doença, tais como:

  • Alucinações.
  • Delírios paranóicos.
  • Comportamento brusco
  • A desorganização do pensamento.

Os antipsicóticos têm surtido efeitos extrapiramidais; ou seja, podem provocar movimento e problemas do controle muscular em todo o corpo. Por isso, podem causar um tipo de parkinson transitório, razão pela qual são contra-indicados para quem sofre do Mal de Parkinson. Por outro lado, os antipsicóticos também produzem efeitos atípicos.

O tratamento da esquizofrenia deve ser regular.

tratamento-para-esquizofreniaA classificação geral dos medicamentos para esquizofrenia é a seguinte:

  • Fenotiazinas como Clorpromazina ou Flufenazina)
  • Butirofenonas (Haloperidol –que está incluído na lista de medicamentos essenciais da OMS–)
  • Tioxantenos (Flupentixol)
  • Análogos de fenotiazinas (Clotiapina)

Estes medicamentos têm uma ação predominante de bloqueio sobre os receptores D3 e D4 da via nigroestriada que é a responsável pelos efeitos extrapiramidais.

Antipsicóticos atípicos

Esses são os medicamentos mais utilizados no tratamento da esquizofrenia. São eficazes tanto nos sintomas positivos como nos negativos da doença (demência, deterioração das respostas emocionais e inibição social e isolamento). Apresentam uma síndrome extrapiramidal menor que os típicos porque bloqueiam os receptores D3 e D4 em vias mesolímbicas e mesocorticales que não estão relacionadas com esta síndrome. Isso é uma grande vantagem, pois é possível combinar com antiparkinsonianos.

sintomas-da-esquizofreniaA clozapina deu origem a este grupo de remédios. Ela tem um efeito adverso grave, isso porque produz agranulocutosis (número baixo de glóbulos brancos), Este é um medicamento que necessita de um controle médico especial. A parte da clozapina, também são utilizados:

  • Análogos da clozapina.
  • Sulpirida
  • Pimozina

Os novos antipsicóticos também afetam os receptores de serotonina, o que não produzem efeitos extrapiramidais, e por sua interação com os sistemas de neurotransmissão são mais eficazes como os antipsicóticos. Agora, entre os novos antipsicóticos mais utilizados para o tratamento desta doença, encontramos:

Os tratamentos antipsicóticos têm permitido que a maior parte dos pacientes possam viver em comunidade. Mas o tratamento de esquizofrenia, a parte de medicamentos, deve consistir de preferência em combinar o tratamento medicamentoso com psicoterapia para que o paciente viva da melhor maneira possível. O ser humano pode transformar qualquer situação em aprendizagem. O diálogo com si mesmo é a chave nesse processo.

Como Funciona a psicoterapia no tratamento da esquizofrenia?

A psicoterapia consiste em uma série de medidas cujo objetivo é buscar o bem-estar psicoemocional dos indivíduos. Estas medidas podem ser realizadas tanto individualmente como em conjunto. No caso do tratamento da esquizofrenia, a psicoterapia é de grande ajuda quando o paciente conta com o apoio familiar.

cuidados-e-apoio-familiar

Deve-se ensinar ao paciente, conhecer melhor a sua patologia e a usar seus próprios recursos para alcançar uma vida melhor. Por outro lado, também é importante que o psiquiatra possa manter bem informados, os familiares com os quais convive com o paciente. Especialmente sobre os sintomas característicos da esquizofrenia, para assim poder prevenir ou assistir ao paciente, caso seja necessário. A terapia psicológica ajuda a tratar a esquizofrenia. Por outro lado, é muito importante que tanto o médico como o psicoterapeuta mantenham uma boa relação com o paciente para que este, possa sentir-se confortável na hora de seguir as directrizes que lhe indiquem para alcançar a sua melhoria. Agora, os tratamentos são divididos de acordo com o tipo de esquizofrenia que presente o paciente. Embora em todos eles se tem em conta os seguintes aspectos:

  • Percepção social – Consiste em que o paciente descreva e interprete como se sente diante de um estímulo social.
  • Diferenciação cognitiva – Consiste em melhorar o nível de atenção e a formação de conceitos verbais.
  • Comunidade verbal – Se melhoram as habilidades na hora de manter uma conversa.
  • Trabalho de situações em que o paciente sofre um surto psicótico.
  • Capacidade para resolver problemas, entre outras habilidades sociais.

Não há que subestimar nenhum elemento terapêutico, já que a soma de todos eles ajudam  que o paciente possa levar uma vida muito mais estável. Embora se tenha evidenciado que as técnicas de psicoterapia de tipo psicanalítico, não parecem ser eficazes no tratamento da esquizofrenia.

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